Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
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Encontro de Lambretas
O grupo Lambretta Tradicional do Brasil se reuniu em uma antiga loja no centro de São Paulo para um descontraído encontro de gerações.


O nome Lambretta veio da cidade de Milão na Itália chamada de Lambrete. Logo que começaram a produzir as primeiras Lambrettas em 1947, elas se tornaram um ótimo produto de publicidade, sendo usadas por artistas, modelos e políticos da época. Já no Brasil, a Lambretta começou a ser produzida em 1955 com a licença de marca Inocenti Italiana, tendo sua vida curta, pois em 1982 a fábrica quebrou deixando muitos apaixonados desconsolados, porém não esquecidos. Sem contar que a fábrica de Lambrettas no Brasil foi a primeira de veículos nacionais, vindo à frente da indústria automobilística.

O Grupo Lambretta Tradicional do Brasil, “é um grupo de amigos com um interesse comum”, essa é a definição que Eric Marke, presidente do grupo prefere que sejam chamados. O grupo existe a pouco mais de 4 anos e conta com 24 membros. Três gerações de uma mesma família fazem parte do grupo, o mais novo tem apenas 15 anos, mas já mostra sua paixão pelas lambrettas.

Na verdade, todos os participantes fazem questão de demonstrar sua paixão, e em alguns casos veneração pelas lambrettas. Segundo eles, o objetivo desses encontros é trocar experiências e aumentar o círculo de amigos apaixonados por essas raridades e afirmam que uma lambretta não é apenas uma forma de locomoção e sim uma marca pessoal, um estilo de vida. Todos são donos de modelos fabricados entre 1950 e 1980.

Um dos pontos fortes da lambretta é a boa estabilidade, devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor próximo da roda traseira. Os primeiros modelos lançados foram a LD (luxo) e a D (standard), ambas com 3 marchas A partir de 1960 foi lançado o modelo Li (corresponde ao modelo "série 2 " que foi lançado pela Innocenti na Itália em outubro de 1959) que substituía o eixo cardan por corrente, câmbio de 4 marchas, pneus aro 10" ao invés de 8" além de outras modificações, inclusive na versão Lambrecar.

O modelo Li evoluiu para a bela Cynthia lançada em 150 e 175cc, ao mesmo tempo que era lançada a MS150 que era mais estreita que a primeira e tinha as tampas laterais cortadas, pelo que recebeu o apelido de "mini saia".

Para quem pensa que para restaurar uma lambreta é preciso dispor de um capital financeiro alto está enganado, uma restauração custa em média de 3 a 4 mil reais. Antonio Mancini, mais conhecido como Poló é especialista na restauração dessas motos e diz que em algumas lambretas é imprescindível fazer adaptações, uma vez que daqui a alguns anos as peças de lambretas deixarão de ser fabricadas e será impossível rodar com essas relíquias nas ruas. Do contrário do que muita gente pensa, os proprietários dessas lambretas adoram sair com elas e pegar estrada, mesmo sem atingir uma velocidade alta, o grande prazer é ouvir o ronco do motor.

A loja que abrigou esse encontro está aberta desde 1937 e passou de pai para filho. Em 1974 a loja fez sua última importação, onde recebeu 100 lambrettas, devido a alta do dólar ficou inviável dar continuidade a esse fluxo e com isso, hoje a loja trabalha somente com peças para lambretas e vespas.

Clique na foto para ampliar.



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