O nome Lambretta veio da cidade de Milão na Itália
chamada de Lambrete. Logo que começaram a produzir as
primeiras Lambrettas em 1947, elas se tornaram um ótimo
produto de publicidade, sendo usadas por artistas, modelos e
políticos da época. Já no Brasil, a Lambretta
começou a ser produzida em 1955 com a licença
de marca Inocenti Italiana, tendo sua vida curta, pois em 1982
a fábrica quebrou deixando muitos apaixonados desconsolados,
porém não esquecidos. Sem contar que a fábrica
de Lambrettas no Brasil foi a primeira de veículos nacionais,
vindo à frente da indústria automobilística.
O Grupo Lambretta Tradicional do Brasil, “é um
grupo de amigos com um interesse comum”, essa é
a definição que Eric Marke, presidente do grupo
prefere que sejam chamados. O grupo existe a pouco mais de 4
anos e conta com 24 membros. Três gerações
de uma mesma família fazem parte do grupo, o mais novo
tem apenas 15 anos, mas já mostra sua paixão pelas
lambrettas.
Na
verdade, todos os participantes fazem questão de demonstrar
sua paixão, e em alguns casos veneração
pelas lambrettas. Segundo eles, o objetivo desses encontros
é trocar experiências e aumentar o círculo
de amigos apaixonados por essas raridades e afirmam que uma
lambretta não é apenas uma forma de locomoção
e sim uma marca pessoal, um estilo de vida. Todos são
donos de modelos fabricados entre 1950 e 1980.
Um dos pontos fortes da lambretta é a boa estabilidade,
devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor
próximo da roda traseira. Os primeiros modelos lançados
foram a LD (luxo) e a D (standard), ambas com 3 marchas A partir
de 1960 foi lançado o modelo Li (corresponde ao modelo
"série 2 " que foi lançado pela Innocenti
na Itália em outubro de 1959) que substituía o
eixo cardan por corrente, câmbio de 4 marchas, pneus aro
10" ao invés de 8" além de outras modificações,
inclusive na versão Lambrecar.
O modelo Li evoluiu para a bela Cynthia lançada em 150
e 175cc, ao mesmo tempo que era lançada a MS150 que era
mais estreita que a primeira e tinha as tampas laterais cortadas,
pelo que recebeu o apelido de "mini saia".
Para
quem pensa que para restaurar uma lambreta é preciso
dispor de um capital financeiro alto está enganado, uma
restauração custa em média de 3 a 4 mil
reais. Antonio Mancini, mais conhecido como Poló é
especialista na restauração dessas motos e diz
que em algumas lambretas é imprescindível fazer
adaptações, uma vez que daqui a alguns anos as
peças de lambretas deixarão de ser fabricadas
e será impossível rodar com essas relíquias
nas ruas. Do contrário do que muita gente pensa, os proprietários
dessas lambretas adoram sair com elas e pegar estrada, mesmo
sem atingir uma velocidade alta, o grande prazer é ouvir
o ronco do motor.
A loja que abrigou esse encontro está aberta desde 1937
e passou de pai para filho. Em 1974 a loja fez sua última
importação, onde recebeu 100 lambrettas, devido
a alta do dólar ficou inviável dar continuidade
a esse fluxo e com isso, hoje a loja trabalha somente com peças
para lambretas e vespas.