A saga começa com a H-1, Mach III, de 500 cc, de 1968. Originalmente a H-1 foi a primeira a usar uma ignição CDI que operava através de um distribuidor estilo automotivo. A H-1 ofereceu uma relação de peso/potencia muito especial para a época, mas que era prejudicada pelos fracos e pobres freios dianteiro e traseiro. Era a moto mais rápida da produção na época. Quando os jornalistas motocicleta manifestaram alguma descrença, a Kawasaki sugeriu que testar uma nova H-1. Usando um modelo de produção regular, com apenas 7 milhas rodados, Tony Nicosia corria o quarto de milha em 12,96 segundo a 100,7 mph. A partir daí a reputação ficou inquestionável. Tony Nicosia ainda bateu outros recordes mundiais com outras Kawasaki-triple, nos anos seguintes, incluindo: Bonneville e Salt Flats.
Em 1972 veio a H-2, Mach IV, de 750 cc, essencialmente uma versão maior da H-1. Com mais potência e melhores freios a disco dianteiro, a H-2 se tornou a rainha das ruas, batendo os carros mais rápidos de sua época, como o Dodge Hemi Cuda. No entanto, características de condução perigosa, transmitida pelo seu design e quadro medíocre, fizeram com que fosse apelidada de "Widowmaker" por entusiastas da motocicleta na década de 1970.
Apresentando facilidade de modificação dos motores mais baratos e de um maior desempenho, por tratar-se de um 2 tempos, manteve sua popularidade durante algum tempo em corridas de arrancada. A 750 H-2 ainda mantém o recorde de mais rápido nitroso injetado 750 cc para uma moto, com um resultado espantoso: quarto-de-milha de 7,776 segundo, atingindo 170 mph por Brian Pretzel de Redline Motorsports.
A H-2 cessou sua produção em 1975, e na linha do modelo tornou-se a série KH em 1976. Nos Estados Unidos a produção parou em 1976, enquanto a 250cc KH-250 e 400cc KH-400 continuou na Europa e no mundo até 1980.
Em 1976 o modelo H-2 sai de linha e são renomeado "KH" para coincidir com a linha "KZ de quatro tempos. KH-250 de 250 cc, KH-400 de 400 cc e KH-500 de 500 cc.
A potencia desta moto (74 bhp) estava acima da simplicidade de seu quadro, pneus e freios e ainda fazendo menos de 7 km/litro, foi mal compreendida e teve vida curta.
Era uma máquina agressiva, que colocava a potencia de uma maneira bruta, deixando a roda dianteira levantada ao menor toque no acelerador. Atualmente estas “H” tem fãs em todo o mundo, com direito a sites especializados: http://www.kawasakitriple.cjb.net/
Esta moto da foto é um modelo de 1972 e foi restaurada recentemente, existem poucas unidades no Brasil, vejam as fotos:
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